Coari

Cordel de Chagas Simeão: Os Prefeitos de Coari

Os Prefeitos de Coari

Ao povo da minha terra
Quero apresentar aqui
O nome destes homens
Que trabalharam por ti
Vou mostrar para vocês
Os prefeitos de Coari.

Os que fizeram alguma coisa
Que se possa destacar
Vou mostrar elogiando
Para o povo se alegrar
Os que não fizeram nada
O cacete vai cantar.

Depois eu não quero choro
Dizendo que eu não avisei
Se você foi bom prefeito
Ao povo todo direi
Mas se você não prestou
Seus defeitos mostrarei.

Porque o povo não conhece
Os Prefeitos que trabalharam
Muitos destes homens
Para nada não prestarão
Só foi muita decepção
Para os que neles votaram.

Vou começar pelos primeiros
Para ver onde vai parar
Fazendo o povo antigo
Destes nomes recordar
Porque muitos já esqueceram
Mais agora vão lembrar.

Devido pouco conhecimento
Da história dos Prefeitos
Me contaram que o fundador
Foi João Lavor Paz Barreto
Eu não vou acrescentar nada
Pois não conheci os seus feitos.

Veio o segundo Prefeito
Para Coari governar
Era o velho Salinhaque*
Como costumavam chamar
Este entrou na história
Só pra você se lembrar.

Foi correndo o tempo
Aí pintou o terceiro
Com o nome conhecido
Por coronel Lucas Pinheiro
Você talvez não conheceu
Mais era bom companheiro.

Eu não tenho conhecimento
Se era mal ou gente boa
Surgiu um novo Prefeito
Por nome de Capitão Pessoa
Este lutou até o fim
Para não deixar a cidade à toa.

Manoel Marques de Souza
Foi nosso sexto Prefeito
Bem pouca coisa eu sei
Para falar a seu respeito
Pelo que os outros dizem
Era um homem bom e direito.

Vou continuar mexendo
E descobrindo os segredos
Agora veio a minha mente
O Prefeito Herbert de Azevedo
Este pelo o que me contaram
Foi desta terra mais cedo.

Deste eu não posso dizer nada
Pois poucas coisas restaram
Com pouco espaço de tempo
Com um tiro lhe mataram
Não deixou nem lembrança
Para os que nele votaram.

O Prefeito Herbert foi morto
A nova eleição surgiu
Foi eleito Prefeito
O Coronel Montoril
Este foi um grande Prefeito
Que esta cidade já viu.

Um homem trabalhador
Cheio de disposição
As sete horas já estava
Com o guarda-chuva na mão
Verificando as obras
Que estavam em construção.

Não tinha tempo ruim
Coragem não lhe faltava
Mais naquela época
Era na picareta e na enxada
Só fazia alguma coisa
Se fosse macho inteirado.

Coronel Montoril
Como era conhecido
Rasgava ruas e praças
E pelo povo era querido
Trabalhou tanto na cidade
Mas quase era esquecido.

Fez uma ponte de madeira
Desta ainda me lembro
Começava na Getúlio Vargas
Até a rua 02 de dezembro
Nesta Feira do Produtor
Era um igarapé tremendo.

Em frente a Getúlio Vargas
Feito com maior capricho
Uma ponte de madeira
A qual chamavam trapiche
Para embelezar a cidade
E não deixar acumular lixo.

Na praça tinha um coreto
Onde aconteciam as reuniões
Às vezes de homens sérios
Mais muitas vezes de ladrões
Daqueles que só aparecem
Quando é tempo de eleições.

O Coronel trabalhava
Por certa parte engraçada
Gostava de ver o trabalho
Feito pela garotada
Que passava horas e horas
Quebrando pedra na calçada.

Hoje em dia estes Prefeitos
Não trabalham por ruindade
Naquela época dinheiro
Era a maior dificuldade
O Prefeito só trabalhava
Se tivesse força de vontade.

Hoje a coisa está mais fácil
Tem trator tem escavadeira
Pá mecânica e caçamba
Patrol e planadeira
Só que muitos são eleitos
Para roubar o dinheiro.

Assim era a dificuldade
Para o coronel trabalhar
Se faltasse picareta e enxada
Não tinha com que cavar
Eram os objetos preferidos
Que não poderia faltar.

Agora está tudo fácil
Mais ninguém quer trabalhar
Se for eleito um Prefeito
A tendência é só roubar
Vamos despertar meu povo
Quando nós formos votar.

Do Coronel Montoril
Ainda trago na mente
Urna frase muito linda
Que dizia num repente
Que o homem preguiçoso
Não serve para semente.

Trabalhou muitos anos
Não deixou rastro de besteira
Para continuar o progresso
Entrou o Clemente Vieira
Um Prefeito que deixou
O nome na cidade inteira.

Por onde você passar
Encontrara na sua frente
Uma obra bem trabalhada
Feita pelo Prefeito Clemente
Vou mostrar algumas delas
Que ainda alegram a gente.

Vou começar pelo Porto
E subir pelo mercado
Pela rua independência
Esta foi toda aterrada
Tinha o pavilhão Santana
Pelo comercio foi tomada.

Fez escolas na cidade
Embelezando o lugar
O povo que aqui chegava
Gostava de vê-lo trabalhar
Porque o progresso aqui
Era de qualquer um invejar.

Calçou a cidade toda
Para alegria dos moradores
Trabalhava bem-disposto
Por todos estes setores
Fazendo todos felizes
Senhora, menino e senhores.

O Prefeito Clemente Vieira
Era excelente criatura.
Construiu no centro da cidade,
Uma linda Prefeitura.
Para alegria do povo
E para ir mais as alturas.

Lá no Tauá-mirim
A escola Inês Vieira
Esta foi construída
Por Clemente Vieira
Vou mostrar mais maravilhas
Feita na cidade inteira.

Vou rodar pelo contorno
Ao qual foi todo aterrado
Ninguém podia passar
Para chegar do outro lado
No meio tinha um igarapé
Que também foi aterrado.

No bairro Duque de Caxias
Tinha pouca habitação
O Prefeito quando trabalha
E tem administração
Com pouco espaço de tempo
Se vê logo a revolução.

Construiu a Escola João Vieira
Para os estudos melhorar
Ai Coari crescendo
Cada dia sem parar
Porque Prefeito como este
Está difícil de encontrar.

Quem trabalha pelo povo
O progresso nunca para
Aí chegou na cidade
A construtora COMARA
Para fazer as estradas
Que muita gente sonhara.

Assim o progresso seguia
Para nos dar mais conforto
Construíram uma estrada
Da cidade ao aeroporto
Para posar os aviões
Trazendo vivos e mortos.

Clemente Vieira Soares
Tinha boa administração
No seu primeiro mandato
Fez grande revolução
Trabalhava e ajudava
A esta população.

Mas o povo não reconhece
Quem gosta de trabalhar
Deixaram o Clemente de lado
Para no Mussa votar
Foram quatro anos de desgraça
Que Coari foi enfrentar.

Mussa chegou com pinta
De quem bota pra quebrar
E verdade ele entrou
Só vendo pra acreditar
Começou rasgando tudo
Lá na Chagas Aguiar.

Só fez esta arrumação
Para enganar a moçada
Daquela data em diante
Só foi fazendo cagada
Deixou a cidade toda
Por todo canto endividada.

No comercio não tinha crédito
Devia pra todo mundo
A nossa cidade gosta
Desse cabra vagabundo
Quem gosta de trabalhar
Tem uma rejeição profunda.

Era débito de todo jeito
Que se torna incrível
O sujeito era tão ruim
Que se tornou inelegível
Não queira nem perto
Pois este aí é terrível.

Mais o Povo é mesmo assim
Gosta de tudo errado
Não sei se este Mussa
Até hoje não é empregado
Porque a gente sempre ver
A cara deste DANADO.

Deixemos o Mussa de banda
Para ver se muda o destino
Mexer em outro Prefeito
Que pegou o major pepino
Sei que vocês estão lembrados
Do nosso amigo ENEDINO.

Enedino Monteiro da Silva
Se tornou homem inteirado
Pegou esta prefeitura
Por todo canto endividado
Era herança do Mussa
Que não valia um centavo.

O nosso amigo Enedino
Este quase não fez nada
Porque passou o seu mandato
Pagando conta atrasada
Deixada pelo tal Mussa
Que não prestava pra nada.

Mais Enedino fez bonito
Limpou o nome da prefeitura
Fez a rua Marechal Deodoro
Com modelo e estrutura
Vamos todos elogiá-lo
Por ser bela criatura.

Foi o único prefeito
Que por esta cidade passa
Que quando o outro entrou
Achou dinheiro em caixa
Trabalhou pouco na cidade
Mas deixou limpo na praça.

Foi candidato 7 vezes
Na oitava ele ganhou
Eu não sei porque razão
Tanto tempo demorou
Mas estamos satisfeitos
Com o papel que praticou.

Muito obrigado seu Enedino
Deus o tenha em bom lugar
E só o que nós podemos
Para o senhor desejar
Creio que muita gente
Do senhor vai se lembrar.

Deixou dinheiro em caixa
E um homem competente
Foi eleito pela segunda vez
O inesquecível Clemente
Um prefeito que trazia
O progresso pela frente.

Hoje cinquenta por cento
Do que ternos na cidade
Foi feito pelo Clemente
Que trabalhava de verdade
Fazendo coisas bonitas
Para embelezar a Cidade.

Porque o homem que trabalha
Se conhece o seu ideal
Fez tanta coisa bonita
Para agradar o pessoal
Mas parece que quem trabalha
O povo só lhe quer o mal.

Com o exemplo deste homem
Que lutou em nosso favor
O povo lhe odiou tanto
E não lhe deram valor
Nunca mais foi eleito
Nem para Vereador.

O Clemente foi embora
Porque a morte o tragou
Deixando muitas saudades
Para quem nele confiou
Muitos ainda reconhecem
Tudo o que ele deixou.

Foi único Prefeito
Que o progresso se via
Porque os Prefeitos agora
Só é festa e patifaria.
Acredito que pra trabalhos
Todos eles têm alergia.

São muitas as benfeitorias
Que o senhor construiu
Ruas praças e colégios
E mais belezas que surgiu
Não irei mostrar mais
Porquê da mente fugiu.

Obrigado Prefeito Clemente
Agradeço-lhe de coração
Sei que o povo ainda lembra
De sua boa administração
Deus o tenha em bom lugar
Esta é nossa satisfação.

Vou continuar relembrando
Dos prefeitos deste lugar
Depois que o Clemente parou
Roberval foi governar
Vamos começar de leve
Para não exagerar.

Roberval ainda novo
Faltava-lhe direção
E ter mais inteligência
E também administração
Para governar a cidade
Sem causar decepção.

Mais existe prefeitos
Que é difícil de se entender
Assume um cargo deste
Parece que não tem poder
Os outros são quem dominam
E ele nada sabe dizer.

Roberval não é má pessoa
Mas tirou urna de mole
Pois ele era prefeito
Quando apareceu o petróleo
Ficou parado no tempo
Como alguém que não se bole.

A Petrobrás na cidade
Fazendo a revolução
Puxaram tudo pra Tefé
Deixaram Coari na mão
Porque a coisa é triste
Quando falta direção.

Chegava dinheiro na cidade
Era aquele bafafá
Porque a grana que vinha
Só dava pros marajá
Aqui não sobrava nada
Para o homem trabalhar.

Porque se pegar em dinheiro
E não tratar de o empregar
Com pouco espaço de tempo
Você não vai encontrar
Ainda mais onde tem vadio
Para o dinheiro roubar.

Não adianta ser eleito
E não ter administração
Saiba que você se descuida
E os cabras metem a mão
Ainda mais cercado
Por gente de ma intenção.

Foram seis anos no poder
Que é tempo de sobra
Pra quem quer fazer algo
E gosta de trabalhar
Acredito que este tempo
Dá pra se identificar.

Se tem boa administração
Dá para o povo notar
Mas se você nada faz
Os outros vão lhe roubar
Era o que acontecia
Você pode acreditar.

Com um grande erro
Começou rapidamente
Quando pegou o genro
Para ser um empleitante
Gastarão um monte de dinheiro
Fazendo cagada na ponte.

A ponte que foi feita
Com pouco tempo caiu
E o dinheiro que veio
Há muito tempo sumiu
Pra você ver meu amigo
Corno aqui tinha vadio.

E por estas e outras
Que as coisas vão se dando
Mas o eleitor gosta
E de viver apanhando
Aparece qualquer promessa
O babaca vai votando.

O Prefeito não era tão mal
Para ele a gente olhando
O que desgraça os seus passos
São os que andam lhe cercando
Se fosse um, era bom
Mas andam logo é de bando.

Vem um puxa um bocado
O outro arrasta outra parte
Quem era mais inteligente
E que fazia maior arte
Os que gostam de dinheiro
Inventavam qualquer arte.

Vou deixar este prefeito
Com seu espírito de menino
Porque fez muita besteira
Não pensava no destino
Mexer em outro prefeito
Este era mais ferino.

Este prefeito na cidade
Era a esperança do povo
Por ser um homem sábio
Inteligente e novo
Vamos ver o que ele fez
Para agradar o povo.

Começou trabalhando
O salário não atrasava
Mas o homem não percebia
Aonde a mão colocava
Assim foi se complicando
Que era só o que faltava.

Começou até bonito
A muita gente empregando
Uma boa administração
Todo povo admirando
Quando dava o fim do mês
Os empregados ia pagando.

Mas mexer com dinheiro
Muita vez da agonia
Levando dentro da cidade
Diversas secretarias
Para aumentar a renda
Assim a coisa parecia.

Foi se perdendo aos poucos
Mexendo o que não era seu
Começou comprando terreno
Todo o povo percebeu
Uns já querendo saber
Como foi que enriqueceu.

Daí em diante amigos
Foi se queimando na brasa
Em quase todas esquinas
O prefeito comprou uma casa
Ficou grande o seu patrimônio
Mas quase ele se arrasa.

Até hoje ainda sente
Os efeitos disto aí
Nunca mais o quiseram
Para prefeito de Coari
Eu acredito que tão cedo
O povo não lhe quer aqui.

Era elogiado na cidade
Com o nome de prefeitão
Só que fim do mandato
Tirou uma de meninão
Pois deixou a prefeitura
Entregue a mão dos ladrões.

Porque seu candidato perdeu
Não parou nem para pensar
De esperar o outro prefeito
Para o cargo lhe entregar
Deixou foi tudo à vontade
Para quem quisesse levar.

O povo já gosta disto
Ainda mais tudo à vontade
Levaram tudo o que tinha
Quase que não fica nada
Isto para o nosso amigo
Foi urna fora desgraçada.

Não é assim para fazer
Isto não muda o destino
Imagine meus amigos
Que levaram até as cortinas
Depois de tanto elogio
Tirou uma de menino.

Espero que alguém desperte
Para o que vai fazer
Porque se for candidato
Se prepare antes de acontecer
E bom que esteja disposto
Pra ganhar ou pra perder.

Desculpe se exagerei
Mas é bom a gente lembrar
Que se entra na política
Preparado deve estar
Ou sai dela como herói
Ou o pau vai lhe achar.

Não carece o prefeito
Meter a mão para roubar
Pode trabalhar direitinho
Que o dinheiro vai sobrar
Quem trabalha Deus ajuda
Pode você acreditar.

Vou continuar escrevendo
Não dá pra parar por aqui
Quero mostrar para o povo
Os prefeitos de Coari
Vou deixar o prefeitão
E mexer com o Dr. Odair.

Odair Carlos Geraldo
Também foi nosso prefeito
Mais o destino não deixou
Chegar ao fim do seu pleito
Com um ano e seis meses
Morreu com uma bala no peito.

Nos deixou muitas saudades
Pois era um homem excelente
Um que não tinha hora
Para atender qualquer gente
Morreu por viver cercado
De muitos incompetentes.

Estava trabalhando
Em benefício de vocês
Ainda no seu mandato
Construiu o GM três
Lutava atrás de beneficio
Fazendo um de cada vez.

Quem trabalha pelo povo
Parece ser odiado
Era muita perseguição
Isto por todos os lados
Enquanto não lhe mataram
Não ficaram sossegados.

Foi morto este prefeito
O luto aqui foi geral
Levado no mesmo dia
Para a nossa capital
Porque vinha ser velado
Aqui nesta catedral.

Depois para sua terra
E o caso se encerrou
Até hoje ninguém sabe
Quem foi do tiro o autor
Sei que acabou a esperança
De quem gostava do Doutor.

Com a morte do Odair
O seu vice apareceu
Meus amigos este aí
Só fez coisa que fedeu
Foi um dos piores prefeitos
Que em Coari apareceu.

Começou cercando tudo
Mostrando ser trabalhador
Foi iniciando as obras
Para mostrar seu valor
Com pouco espaço de tempo
Foi aparecendo o cocô.

Os trabalhadores não pagava,
Foi atrasando o salário.
Até mesmo os agiotas
Com ele também dançaram
Deixou débito para todo lado
Eu não sei se já pagaram.

Até os puxa-sacos
Sofreram decepção
Pois só viam a cara dele
Na porta do avião
Só vinha aqui dar adeus
Com medo de ir para prisão.

O sujeito era terrível
Gostava de fazer besteira
Vocês estão bem lembrados
Daquela ponte do Pêra!
Foi por onde começou
Fazendo a bagaceira.

Botou o Cristo na Praça
Com o braço aberto indicando
Onde mostrava para o povo
O buraco que ia ficando
Hoje quando você olha
Disto aí vai se lembrando.

Foi uma real idade
Tudo o que aconteceu
Antes do fim do mandato
Correndo desapareceu
Nunca mais aqui foi visto
Parece que até morreu.

O que se torna inaceitável
Para com estes cidadãos
Fazem esta palhaçada
E ficam sem punição
Não tem mínima vergonha
De ser chamado de ladrão.

Sei que não deverão gostar
Do que estão escrevendo
Mais isto é bom para o povo
Viver das coisas sabendo
Para quando forem votar
Olhar o que estão fazendo.

Para não dar o voto errado
E depois sofrer agonia
Vamos nos conscientizar
E votar com sabedoria
Para nós não elegermos
Aqui qualquer porcaria.

Me desculpem os senhores
Se avancei o sinal
Porque vou começar a mexer
Novamente com o Roberval
Que entrou no novo mandato
Onde não entrou legal.

Porque tinha sido prefeito
De tudo fez um pouquinho
O povo todo orgulhoso
Para votar no velhinho
Vocês agora vão ver
O que passou o bichinho.

Antes de assumir o cargo
Sofreu um grande vexame
Com poucos dias de eleito
Apareceu-lhe um derrame
Para lhe complicar a vida
E o povo entrar em pane.

Porque com a saúde perfeita
Ele já não era de nada
Faça urna ideia agora
Com a sua vida abalada
Vamos esperar pra ver
Qual será o resultado.

O resultado foi desastroso
Mais ele escapou da morte
Ficou urna porção de meses
Com a banda da boca torta
Mas para os familiares
Ser prefeito é o que importa.

Roberval não foi mal prefeito
Só faltou mais administração
E deixar de dar muita corda
Para esta corja de ladrão
São gente sem competência
Que gostam de meter a mão.

Passou novamente quatro anos
Governando esta cidade
O que nós nos maldizemos
E a falta de autoridade
Era dos tais que deixava
Os empregados à vontade.

Fez muita coisa bonita
Que dá para admirar
Mandou ajeitar as ruas
Para a cidade melhorar.
Em quase todos os bairros
As ruas mandou calçar.

Nas escolas da cidade
Fez quadra de esporte
Ajeitou diversas delas
Confiando na sua sorte
E para ver se desperta
Nesta moçada o esporte.

Com o derrame sofrido
A inteligência foi pra traz
Sua voz ninguém entendia
Porque não sai mais
Quando ia para os palanques
Só acenava e nada mais.

Terminou o seu mandato
Chegou ao fim da jornada
Teve boa votação
Mais não adiantou de nada
Porque o povo reconheceu
Que estava muito acabado.

Mesmo todo adoentado
O Prefeito foi levantado
Os que eram espertos
Foram se aproveitando
Assim se foram quatro anos
O nosso amigo governando.

Não foi tão mau Prefeito
Isto devo reconhecer
Se fosse um homem novo
E tivesse muito saber
Garanto com certeza
Que ainda estava no poder.

O povo todo agradece
Tudo o que aqui foi feito
Sei que alguém reconhece
O senhor não foi mal Prefeito
Faltou mais administração
Para deixar tudo no jeito.

Sei que muitos reconhecem
Como andava o seu estado
Todo triste e muito feio
Além disto adoentado
Eu corno simples escritor
Deixo um abraço apertado.

Que o senhor se recupere
De tudo aquilo que sofreu
Até os seus dias de vida
Que preocupado perdeu
Faca de agora em diante
Um grande pacto com Deus.

Procure a viver a vida
Pois o senhor tem direito
Nós já temos na cidade
Um outro novo Prefeito
Estamos todos esperançoso
Para conhecer seus feitos.

Se tiver boa administração
Que possamos perceber
No final dos quatros anos
Sua história vou escrever
Porque agora ainda não dá
Para alguma coisa dizer.

Bem-vindo senhor Prefeito
E a nossa satisfação
Que nestes quatro anos
Faça grande revolução
Que possa ser reconhecido
Por todo este povão.

Não vá se deixar levar
Por muitos incompetentes
Que por causa destas coisas
Já vi cair muita gente
Se o senhor quer ir direito
Olhe sempre para frente.

São os meus sinceros votos
Sei que você é nosso amigo
Por isso qualquer aperto
Já pode contar comigo
Administre bem a cidade
Que nunca corre perigo.

Estou contando com vocês
Sei que não irão me abandonar
Para continuar escrevendo
E necessário me ajudar
Comprando este livro
Do poeta popular.

Sou poeta nesta cidade
Creio que desde de menino
Estou triste porque não tenho
De ninguém um patrocínio
Acho que o povo não reconhece
Que tenho um quengo ferino.

Contando para vocês
Histórias destes Prefeitos
A gente sabe quem soube
Governar aqui direito
Ainda espero um dia
Ser na cidade Prefeito.

Saber quem foi bom ou ruim
Isto pra mim não interessa
Mexer com a vida alheia
Espero que não aconteça
Agradeço aos senhores
O carinho que mereço.

Francisco Chagas Simeão da Silva

Os Prefeitos de Coari
Os Prefeitos de Coari

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

onze − 8 =