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O boi de França e o boi de Ioiô

França

O texto “O boi de França e o boi de Ioiô” é um importante documento histórico que contribui para a compreensão da cultura popular e da tradição do boi-bumbá no Amazonas. Através de uma narrativa rica em detalhes, o autor nos leva de volta ao ano de 1927 e nos apresenta aos personagens e eventos que marcaram a introdução dessa importante manifestação cultural em Coari.

Vila de Coari, 23 de junho de 1927. A pequena e pacata Coari está movimentada, pois é véspera de São João. O verão já se faz presente com muito sol, calor e bastante trabalho a ser feito para preparar o festejo do santo junino. A praça está capinada, roçada e limpa. Como muitos viram, inclusive o próprio escritor Mário de Andrade (viajando pela Amazônia), visitou a vila naquele mês de junho, vendo no lugar um clima aconchegante com uma arquitetura muito charmosa.

Naquele dia, a vila estava sendo preparada para o festejo mais animado do ano, a noite de São João. É um momento divertido porque tem fogueira, soltura de balão e as quadrilhas improvisadas. E ainda, há as comidas e bebidas de época como o mingau de banana, bolo de macaxeira, canjica e doce de tudo que é jeito, além é claro, da cachaça para animar a festa. Embora não haja luz elétrica à noite, as pessoas se sentem estimuladas para sair de suas casas e ir à praça apreciar o folguedo. 

Os elegantes postes de lampiões, espalhados por todas as ruas, iluminarão a Vila durante a festa, causando um clima bruxuleante. Dessa vez, vai ser apresentado um tal de “boi-bumbá”, que um cearense (e seus parceiros), morador lá das bandas do bairro de Sant’Ana (hoje o Tauá mirim), vai apresentar para o povo ver. Naquele ano, à Vila, as pessoas se sentiam realmente encorajadas para a realização do festejo junino, pois em 1926 não havia nenhum clima, tão pouco fogueira e balão, devido à tragédia ocorrida com o Vapor Paes de Carvalho, em frente a comunidade do Camará.

O Vapor, de fabricação inglesa, media cinquenta metros de comprimento por oito de largura, viajava pelos rios Amazonas e Solimões, era uma embarcação muito elegante. No dia 22 de março de 1926, passaria pela Vila, no final da manhã, por isso estava sendo muito esperado. Como de costume, aportaria no trapiche do Igarapé de São Pedro, defronte ao sobrado do Major Deolindo Dantas, na ponte de madeira.

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Havia muita gente ansiosa pela chegada daquele barco, diziam que viria muitas novidades da capital para os armazéns da praça da Villa. Naquele dia, desembarcariam alguns passageiros que vinham a trabalho, outros apenas de volta à cidade. O renomado político, Leôncio Salignac, estava a bordo junto a outros moradores de Coari, como os da família Falcão, que felizmente sobrevieram ao naufrágio. O Vapor vinha de Belém, parou em Manaus por três dias, deixando também vários passageiros e cargas.

No porto da capital recebeu mais cargas, principalmente combustíveis, depois prosseguiu viagem rumo a Cruzeiro do Sul, no Acre. Na subida, passaria em outras Vilas do rio Solimões como a de Coari e na cidade de Tefé. Porém, à madrugada do dia 22 de março, precisamente às três horas, próximo à ilha do Trocaris e a ilha da Botija, incendiou e explodiu, descendo o rio em chamas. O navio, com mais de 150 pessoas a bordo, naufragou em frente ao Camará. Morreram muitas pessoas, tanto queimadas quanto afogadas. Foi uma tragédia difícil de ser esquecida pelos moradores daquela comunidade e Vila de Coari.

Por isso, não houve clima para festejar o São João de 1926. As pessoas foram tomadas pelo luto em solidariedade dos que faleceram. Em junho de 1927 a Villa se recompôs, todos queriam a alegria da noite das fogueiras e da soltura dos balões. A notícia do aparecimento de um “boi dançante” fazia do povo curioso à apresentação do auto. Muito se comentava sobre como seria o tal do “boi”. Alguns já o tinham visto em Manaus, outros como os arigós (nordestinos), diziam que no Ceará e no Maranhão se punha sempre o “boi” para brincar no São João e até no Carnaval do nordeste.

Naquele tempo, em Manaus, havia o boi-bumbá Laranja, o Luz de Guerra, Mina de Ouro, o Caprichoso, e, ainda, o Galante.  Como o negócio era bem-visto pela capital, serviria também para a Villa. Afinal, eram sempre as “elegâncias” da cidade grande que se usava no interior. O boi estava sendo preparado lá para as lonjuras do bairro de Sant’Ana (Tauá-mirim), para as bandas dos castanhais e seringais, que ficavam depois do Cemitério de Santa Terezinha. O dono do boi era o cearense Luiz de França, que também fazia serviço de funilaria pela cidade.

O prefeito, vindo da cidade de Parintins e agora residente em Coari, concedeu permissão para que o “cearense” apresente seu boi na praça, na noite de São João. Ele era um jovem advogado, chamava-se Herbert Lessa de Azevedo, havia chegado em janeiro em Coari, conhecia a brincadeira do boi lá de Parintins e de Manaus onde nasceu. Dizem que foi ele mesmo quem batizou o boi do cearense França.  Bem, naquela época, era preciso ter a autorização do prefeito da cidade para a brincadeira acontecer nas ruas, pois não se tolerava excessos.

No entanto, os mais conservadores diziam que, em Manaus, o boi era uma brincadeira “imoral”, pois havia na roda de dança uma “mulher preta”, grávida, desejando comer a língua do boi. Na verdade, o problema não era bem “a mulher”, mas um rapaz em trajes femininos representando a tal da grávida. Como um rapaz fica “grávido”?! E como pode permitir um “travesti” em praça pública, para as famílias apreciarem?! Será que o código de conduta municipal permitia isso?! E a igreja, toleraria?! Aos que não conheciam o auto do boi, era um negócio mal interpretado mesmo.

Mas se havia a autorização do próprio prefeito, que era a autoridade máxima da localidade, então o negócio podia acontecer sem represália alguma. Os que ainda não conheciam a brincadeira se perguntavam: “mas como é que um “boi” dança?” Aos coarienses daquele tempo de Vila, boi (carne de gado) era ótimo mesmo assado, no espeto, ou preparado com muito caldo e verdura na panela. Talvez alguns imaginaram que seria servido durante a festa de São João. Mas acontece, que o boi do cearense França era feito de pano, sem osso e sem carne.

Aquele teria sido o primeiro “boi” a surgir no cenário clássico da Vila de Coari, nos anos de mil novecentos e vinte (século XX). Naquele dia, tudo estava às mil maravilhas, o prefeito havia feito um grande mutirão de limpeza pelos arredores da localidade. A orla do lago de Coari estava limpa e bem apresentada. Até o Cemitério de Santa Terezinha, alvo das boas ações daquele jovem, foi ampliado e limpo. Ele era muito jovem, muito mesmo, tinha apenas 25 anos. Com a chegada do verão daria para arrumar muitas coisas naquela clássica Coari…

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Prefeito Herbert Lessa de Azevedo

Era pouco mais de nove horas, e o Major Deolindo Dantas olhou pela janela de seu sobrado, vendo o sol subir lá da Estrada (atual Chagas Aguiar), quando viu uns caboclos saindo de um batelão, que estava ancorado próximo dali, na ponte de madeira. Ele ficou desconfiado porque os cerca de vinte homens estavam todos armados com suas espingardas. Ficou a olhar para a cena para ver do que se tratava mesmo tudo aquilo. O Major não estava entendendo o que aquela comitiva estava tramando.

As crianças, que brincavam ali perto “atrepadas” nas antigas mangueiras da Ruy Barbosa, ouviram quando o Major falou: “mas o quê que aqueles homens fazem tudo de armado meu Deus?!” Uma delas, o Seu Raimundo Martins de Sousa (que relatou ao autor parte dessa história), tinha apenas cinco anos (nasceu em 1922). Vinte minutos depois, o Major ouviu fortes “estouros” vindos da praça, e toda a Vila também os ouviu ecoando por entre as árvores dos bosques, por todos os cantos da redondeza.

Até nas áreas mais distantes do Sant’Ana, onde o cearense França morava e terminava de confeccionar o “boi de pano”, os ecos dos estouros foram ouvidos (em menor proporção).  As crianças, que ainda estavam trepadas pelos galhos das mangueiras, começaram a gritar de alegria (inocentemente): “Viva São João! Viva São João! Viva São João!” Achavam que já estava dando-se início à tal folgança. As mães começaram a gritar das janelas de suas casas, localizadas na Rua Ruy Barbosa, para que as crianças descessem imediatamente.

Foi um tal de “desce daí curumim pelo amor de Deus”, desesperadas! O Major deu ordens expressas para trancar todas as portas e janelas do sobrado, e tão logo se armou do rifle, espada e revólver. Na praça, o bang bang corria solto às vésperas do São João. Viam-se pessoas correndo para todos os lados. Alguns, em pânico, trancavam suas portas e janelas, de sua residência ou comércio. Correu gente para todas as direções: bairro de Sant’Ana (Tauá mirim), Praça de São Pedro (hoje São Sebastião), XV de Novembro e Igarapé do Espírito Santo.

De repente os caboclos voltaram correndo para onde o barco estava atracado e em poucos minutos zarparam dali. O fogo cessou. Por volta das duas da tarde, após o alvoroço ser encerrado, a população da vila se voltou à Rua Ruy Barbosa, à residência do prefeito Herbert Lessa de Azevedo. Ele foi a maior vítima daquele atentado junto ao porteiro da prefeitura. Recebeu tiros no abdômen, o qual sangrava muito. Ele delirava, junto ao amigo e escritor Abguar Bastos, tentando manter-se vivo à espera da lancha “Alvorada”, de propriedade do Major Deolindo. Mandaram buscá-la no castanhal para levar o jovem a Manaus na tentativa de salvar a vida dele.

 Todavia, às 16:55 horas daquela quinta-feira, 23 de junho de 1927, o jovem prefeito lastimavelmente faleceu, vítima dos tiros. A lancha chegou minutos depois, mas já era tarde. Uma tristeza e profunda depressão baixaram naquele final do dia em Coari. Seu corpo foi limpo e depois o vestiram com o terno azul-marinho, o qual mais gostava de usar em datas especiais. O arrumaram com toda a elegância, pois o era refinado e educado. À noite, o povo o velou com muita dor e pesar. Ladainhas, vozes, conversas, orações e lágrimas por sua tão breve vida.

Ao amanhecer, na sexta-feira, 24 de junho (dia de São João), o Cemitério de Santa Terezinha, que recentemente foi reorganizado pelo jovem prefeito, estava tomado de centenas de pessoas para saudá-lo pela última vez. Por infeliz ironia, seu corpo foi o primeiro a ser sepultado no cemitério após ser ampliado por ele mesmo. Perto dali, na casa do cearense França, o “boi de pano”, que estava sendo preparado para trazer de volta a alegria ao festejo de São João, fora deixado num canto, esquecido. Era um boi negro, arrumado com barra azul e enfeites reluzentes.

Segundo as vozes do tempo, o prefeito Herbert pediu para pôr o nome do boi de Caprichoso. Era o que mais gostava em Parintins, onde foi prefeito em 1926. Naquele ano, ao invés de uma risonha noite de São João iluminada com fogueiras, ornada de balões coloridos e bandeirolas, os coarienses teriam mais um momento de tristeza. Ficaria na memória o tiroteio na praça, o terno azul-marinho do prefeito, a barra azul do boi de Luiz de França, o clima pesado da sexta-feira fúnebre e o luto sociocultural, que mais uma vez assolaria a pequena Vila de Coari.

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O boi Caprichoso, de Luiz de França, foi criado no bairro de Tauá-mirim (outrora Sant’Ana), próximo de onde hoje está o Hospital Geral Dr. Odair Carlos Geraldo. Foi fundado pelo cearense vindo para o Amazonas no final do século XIX.  Somente no início dos anos trinta, quando Seu Raimundo Martins de Souza tinha seus dez anos, o boi de França saiu às ruas pela primeira vez, autorizado pelo prefeito Alexandre Montoril. Em 1942, o escritor coariense Francisco de Vasconcelos, também testemunharia o boi de França na sua infância.

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Boi Bumbá Prata Fina

Após a morte de França (na década de 1940) que era o fazedor de boi mais idoso da vila, o Seu Benedito Nogueira (o Ioiô) cujo, também brincava no cordão do boi, junto a Seu Zizi (antigo fotógrafo da cidade), acompanhado com o Seu Pedrinho (do Carrossel do arraial), todos jovens à época, dariam continuidade à brincadeira iniciada por França. Todavia, Ioiô mudou o nome do boi, de Caprichoso para Corre-Campo, depois, a Dois de Ouro, e, por último, a Mina de Ouro. Na década de 1950, Ioiô funda o seu inesquecível boi Prata Fina, que perdurou até 1987, pelas mãos de sua filha, Rosa Esmeralda.

Em 1993, após uma homenagem póstuma no festival folclórico de Coari, o boi Prata Fina foi queimado em praça pública, mas essa já é outra história… Até a invenção do boi de França e do boi de Ioiô, nenhum outro foi registrado à memória popular, nem mesmo no periférico bairro da “Estrada” (hoje Chagas Aguiar). Somente sessenta anos depois (em 1986), surgiria o boi-bumbá Corre-Campo negro (vermelho e branco) fundado pelos professores da Escola Estadual João Vieira, dentre eles Domingos Agenor Smith e Manoel Vicente de Lima.

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Herbert Lessa morreu por engano, pois a rixa dos caboclos era com o Juiz da Vila e não com o Prefeito. Dois caboclos do interior haviam sido acusados de invasão de terras, foram presos e maltratados, por isso seus familiares e vizinhos foram vingá-los.

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5 comentários em “O boi de França e o boi de Ioiô”

  1. Muito bom poder conhecer um pouco mais da história desta cidade que tive o prazer de visitar no início desse ano, a convite da querida Regina Alfaia, que tantas peripécias viveu nesse lugar encantado . Melhor ainda, saber que o texto é do querido Eros Divino. Parabéns pela publicação e obrigada por ampliar meu conhecimento sobre Coari.

  2. Jamily Mendes Monteiro

    Belíssima texto meu amigo Eros Alfaia.Eu fico muito feliz em lê essas histórias da nossa linda cidade Coari City.

  3. Muito obrigado a todos que leram o texto e gostaram da narrativa sobre o surgimento do boi bumbá na vila de Coari, nos anos vinte. Especialmente a cada um que dedicou um pouco de seu tempo e deixou um feedback, e também aos que enviaram também mensagem no PV. Cultura é sempre um bom prato e nos faz bem.degustar.

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